auto-estima





24.1.15



A forma como nos “sentimos” a nós mesmos é algo que afeta crucialmente vários e diferentes aspetos da nossa vida, desde a maneira como agimos no trabalho, como nos relacionamos na vida pessoal ou sentimental, tendo assim efeito direto em diferentes componentes como por exemplo, o nosso desempenho enquanto pais ou, a nossa ambição profissional. A auto-estima é um instrumento fundamental do nosso bem-estar.





O QUE É ENTÃO TER UMA AUTO-ESTIMA ELEVADA?



É, por exemplo, sentir-se confiante e adequado à vida, isto é, competente e merecedor da mesma. Já ter uma auto-estima baixa é nutrir, com frequência, sentimentos negativos em relação a si próprio como por exemplo sentir-se inadequado à vida, ou até mesmo errado, não sobre este ou aquele assunto, mas errado como pessoa – o convidado a mais na festa, por vezes na sua própria festa.


Quando abordamos o tema auto-estima é relevante ter em consideração que estamos sempre a falar numa perspectiva de grau ou seja, não se conhece ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima. Seja qual for o nível que cada um de nós têm, é uma experiência íntima; reside no cerne do nosso ser. É o que EU penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.



COMO PODEMOS DESENVOLVER, OU AUMENTAR, A AUTO-ESTIMA? COMO PODEMOS ROMPER O CICLO DE COMPORTAMENTOS AUTODESTRUTIVOS GERADOS PELA AUTO-ESTIMA NEGATIVA?



Desenvolver a auto-estima é trabalhar a (nossa) convicção de que somos capazes de viver, somos merecedores daquela felicidade, detemos capacidade e competência para enfrentar aquela situação da nossa vida, com confiança, boa vontade e cientes de que, ainda que as coisas possam não correr sempre pelo melhor, iremos dar o nosso melhor para atingir as nossas metas e assim, sentirmos realizados.


Compreender este ponto é compreender o fato de que, para todos, seria vantajoso cultivar e desenvolver a auto-estima. Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a amarmo-nos; não é preciso sentir-me inferior para querer sentir confiança. Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria. A influência da auto-estima não se esgota por aqui mantendo-se presente por exemplo nas nossas reações aos acontecimentos do quotidiano, em que a mesma determina muitas vezes quem, e o quê, pensamos que somos ou seja, a nossa vida muitas vezes acaba por não ser mais do que um reflexo de visões íntimas que temos de nós mesmos.


Vários são os problemas, e dificuldades psicológicas, que se acredita estarem relacionados com a ausência de auto-estima, por exemplo: a ansiedade, a depressão, o medo da intimidade, ou do sucesso, o abuso de álcool ou drogas, o insucesso na escola ou no trabalho, a violência entre o casal e por vezes entre país e filhos, as disfunções sexuais ou a imaturidade emocional, tendência para o suicídio ou, prática de crimes violentos. Em suma a auto-estima é instrumento fundamental do nosso bem-estar.